Repensar

Início » Dicas e sugestões

Category Archives: Dicas e sugestões

“Worry Dolls”

Crianças com preocupações? Que tal fazer uma “worry doll?” Não sabe o que é? Nós explicamos!

As “Worry Dolls” ou “Bonecas das Preocupações” são bonecas típicas da Guatemala, de origem Maia. As bonecas são pequenas e possuem formas e acabamentos simples, tendo como matérias-primas principais: tecidos típicos guatemaltecos, linhas coloridas e arames ou pauzinhos (estrutura do corpo).

O nome das “Bonecas das Preocupações” não é em vão. Acredita-se que elas eliminam as preocupações que rondam as mentes dos humanos, realizando efeitos curativos principalmente em crianças. Muitas não conseguem dormir pelas preocupações e o segredo é expor os seus problemas ou dúvidas à boneca antes de dormir, colocando-as depois debaixo da sua almofada. Segundo a crença regional, a boneca preocupa-se no lugar da pessoa (dona da boneca), permitindo assim que a mesma durma e esteja sempre em paz. A pessoa irá acordar sem as suas preocupações, que foram levadas pelas bonecas durante a noite. Alguns pais retiram as bonecas durante a madrugada, reforçando a crença da criança de que a preocupação se foi. Outros pais fomentam o ato de confecionar as Worry Dolls pelas crianças, acreditando aumentar os benefícios psicológicos da liberação de preocupações.

Alguns centros médicos da Guatemala usam-nas em conjunto como tratamento para doenças em crianças. As bonecas são usadas também em escolas como ferramenta no tratamento de crianças com problemas comportamentais.

Porque não experimentar fazer uma (ou mais) aí em casa? Pode usar pauzinhos de gelado, lã, linhas, bocadinhos de tecido, “limpa-cachimbos” ou outros objetos.

Importante é reforçar a ideia que a criança precisa de “confessar” à boneca as suas preocupações. Assim, ela aprende a pensar no que a preocupa, a pôr os problemas e dúvidas em palavras (o que já é um grande passo para enfrentá-los), estruturar as ideias, e sentir o alívio por partilhar as emoções.  Tarefas importantissimas para lidar com os problemas, até para os adultos! Porque não experimentar?

Mãos-à-obra!

il_fullxfull_311717051

7c26cbab8a9ce7c285ffdd40753d1bb0

100cd5d0ddfbe628f16cb47f23ccf70c

a20792013ca340ca3bfccc_m

WorryDoll

Catarina Homem Costa

Jogos educativos

Caixas com quebra-cabeças e desafios lógicos da Edicare. Cada caixa contém vários cartões com desafios, que a criança pode desenhar com o marcador e apagar. Colorido, estimulante, divertido! Aprender assim vale a pena! Recomendamos!

 

edicare-cartas-de-atividades-quebra-cabecas-com-numeros

edicare-cartas-de-atividades-quebra-cabecas-de-logica

edicare-cartas-de-atividades-quebra-cabecas-de-memoria

edicare-cartas-de-atividades-quebra-cabecas-com-imagens

DICAS PARA PROFESSORES COM CRIANÇAS IRREQUIETAS, DISTRAIDAS E IMPULSIVAS:

Ter um aluno irrequeito, distraido ou impulsivo na sala de aula pode não ser tarefa fácil. Nem todos são hiperactivos ou têm défice de atenção, vários factores podem causar estes comportamentos como imaturidade, ansiedade, desmotivação, sinais de depressão ou até à sua própria personalidade. Organizámos uma série de ideias para o ajudar a lidar com estas crianças na sala de aula.

TALVEZ PRECISARÁ DE ALTERAR/MODIFICAR OU MELHORAR ALGUMAS ESTRATÉGIAS:

  1.  O professor deve ler, informar-se e estudar sobre estas problemáticas. Quanto mais informado estiver, melhor pode compreender os comportamentos e pensar em estratégias para lidar com os mesmos.
  2. Ambientes com muitos distratores / estímulos externos devem ser evitados. A sala de aula deve contar apenas elementos necessários. Músicas ou barulhos externos com frequência também devem ser evitados. Procure um local da sala onde o campo de visão da criança fique mais reduzido (que não consiga ver os colegas que estão a brincar nas construções, por exemplo) e coloque-a de forma a que possa ver sempre o adulto.
  3. Uma boa forma de envolver todos os alunos e principalmente os mais irrequietos e distraidos é solicitar que o aluno a repita a instrução que você acabou de dar para a realização de uma determinada tarefa.
  4. Atividades que exijam mais atenção devem ser feitas preferencialmente no início da aula.
  5. Lembre-se da parte emocional da aprendizagem: estas crianças necessitam de um apoio especial para encontrar prazer na sala de aula. É essencial prestar atenção às emoções envolvidas no processo de aprendizagem.
  6. Estabeleça regras. Tenha-as por escrito e fáceis de serem lidas.
  7. Olhe sempre nos olhos. O Adulto pode “trazer de volta” uma criança desatenta através dos olhos nos olhos. Faça isto sempre. Um olhar pode tirar uma criança do seu devaneio ou dar-lhe liberdade para fazer uma pergunta ou apenas dar-lhe segurança silenciosamente.
  8. Na sala de aula coloque a criança sentada próxima à sua. Isto ajuda a evitar a distracção que prejudica tanto estas crianças.
  9. Estabeleça limites, fronteiras. Isto deve ser devagar e com calma, não de modo punitivo. Faça isto consistentemente, previamente, imediatamente e honestamente. Não seja complicado, falando sem parar. Estas discussões longas fazem com que a criança “desligue” e não perceba a ideia central. Seja firme e sucinto.
  10. Propicie uma espécie de válvula de escape como, por exemplo, sair da sala de aula por alguns instantes. Se isto puder ser feito dentro das regras da escola, poderá permitir à criança deixar a sala de aula ao invés de se desligar dela (ex: entregar papeis à secretaria, dar recados, etc.). Nunca impeça a criança de brincar e correr durante o intervalo, senão ficará com mais energia acumulada
  11. Procure a qualidade ao invés de quantidade dos trabalhos de casa. Crianças hiperatividade frequentemente necessitam de uma carga reduzida.
  12. Permita-se brincar, divertir. Faça do seu dia uma novidade. Estas crianças adoram novidades e respondem a estas com entusiasmo. Isto ajuda a manter a atenção – tanto a delas quanto a sua. Estas crianças são cheias de vida e algumas verdadeiras empreendedoras.
  13. Simplifique as instruções, as opções e a programação. O palavreado mais simples será mais facilmente compreendido. E use uma linguagem colorida. Assim como as cores, a linguagem colorida prende atenção.
  14. Um sistema de pontos é uma possibilidade de mudar parte do comportamento (sistema de recompensa para as crianças menores). Estas crianças respondem muito bem às recompensas e incentivos.
  15. Fique atento à integração. Estas crianças precisam se sentir integradas. Assim se sentirão motivadas e ficarão mais sintonizadas.
  16. Sinalize alunos através da audição: toque de campainha ou sino, bata palmas, toque um acorde de piano / violão, use um sinal verbal.
  17. Reúna com os pais frequentemente. Evite o velho sistema de contactar com eles apenas para resolver crises ou problemas.
  18. Incentive a leitura em voz alta em casa. Ler em voz alta na sala de aula tanto quanto for possível. Faça a criança recontar histórias. Ajude a criança a falar por tópicos.
  19. Promova o Exercício físico. Um dos melhores tratamentos para hiperactividade, é o exercício físico.
  20. Reduza tarefas com papel / lápis e permita outros meios de produção.
  21. Forneça actividades que o aluno possa ter sucesso (academicamente e socialmente).
  22. Descubra os interesses dos alunos e proporcione actividades que correspondam a esses interesses.
  23. Chame atenção para as potencialidades dos alunos e demonstre os talentos destes.
  24. responsabilidades ao aluno de ser um assistente do professor, monitor, modelo, líder do grupo, etc.
  25. Aumente as oportunidades de encontrar com o aluno individualmente e estabelecer um relacionamento de apoio.  – Fale em privado com a criança acerca dos seus comportamentos inapropriados, evitando uma linguagem de confronto e de crítica.
  26. Procure estabelecer alternativas para comportamentos inadequados
  27. Evitar castigar excessivamente: castigos e repreensões frequentes têm um impacto negativo sobre a auto-estima
  28. Mantenha a área de trabalho da criança livre de materiais desnecessários.
  29. Atribua tarefas de curta duração (isto é, de acordo com a capacidade de atenção da criança) e apresentados um de cada vez: dê oportunidades à criança para se movimentar: ir buscar materiais ou fazer recados sempre que cumprir a parte da tarefa combinada.
  30. Trabalhe com mapa de actividades para que a criança se organize.
  31.  Empregue estratégias multi-sensoriais quando falar para a criança: sinais sonoros – campainha ou sino – e visuais – uma lanterna de bolso ou um apontador laser: desligar a luz e captar a atenção das crianças iluminando os objectos relevantes. Incorpore demonstrações e actividades de movimento, sempre que possível.– Combine sinais que a criança possa usar para avisar de que precisa de ajuda.
  32. Verifique com frequência se a criança está a cumprir a tarefa. Faça comentários positivos e elogie atitudes adequadas.
  33. Deverá existir uma rotina consistente e previsível na sala de aula.
  34. Mantenha formas diferentes de avaliação. Frequentemente estas crianças surpreendem pela positiva quando são sujeitas a avaliações mais orais.
  35.  Trabalhar com grupos de alunos em projectos, actividades, etc…
  36. Variar o formato da apresentação e dos materiais da tarefa também parece ajudar a manter o interesse e a motivação. Quando são dadas tarefas passivas ou de baixo interesse, elas deveriam ser intercaladas a tarefas ativas e de alto interesse para otimizar o desempenho.
  37.  Intercalar leitura de classe ou períodos de estudo com breves momentos de exercício físico pode também ser de utilidade para diminuir o cansaço e a monotonia de longos períodos de trabalho acadêmico. Exemplos incluem fazer as crianças pular linhas entre as carteiras, fazer uma rápida saída da sala de aula, para caminhar por dois minutos, ou formar uma fila e caminhar em volta da sala de modo parecido a dançar a conga.
  38. A importância das sequências: As tarefas complexas ou longas devem ser divididas em pequenas tarefas.
  39. Quando o aluno tem dificuldade em terminar as tarefas coloque uma cartolina onde atribui pontos ou estrelas por cada tarefa terminada e reforçar o comportamento.
  40. Ponha por escrito um ou dois objectivos e coloque-os ao pé do aluno.
  41. Aplique as consequências logo após o comportamento em causa.
  42. Dê um plano da aula ao aluno, de forma a ele ir riscando as tarefas que completa.
  43. Combine um sinal com a criança para a ajudar a manter a atenção
  44. Espere 5 segundos antes de responder às questões.
  45. Habitue os alunos a repetirem a questão antes de responderem
  46. Utilize um relógio para os alunos aprenderem a controlar o tempo para cada tarefa. Avise alguns minutos antes quanto tempo têm para a terminar.
  47. Ensine métodos de estudo: sublinhas as ideias mais importantes, esquematizar, utilizar diferentes cores para destacar o texto e de seguida elaborar resumos.
  48. Ensine e treine com os alunos competências sociais.
  49. Utilize estratégias de aprendizagem cooperativa entre os alunos
  50. Seja consistente nas instruções e punições que dá.
  51. Repita as instruções de forma calma e positiva
  52. Faça com que os alunos sintam-se à vontade para pedir ajuda
  53. Utilize objectos para os alunos manipularem
  54. Evite situações de aumento de ansiedade/medo (ameaças de perder o ano, queixas aos pais, castigos, ser alvo de chacota, humilhação ou criticas constantes). Quanto melhor a criança sentir-se emocionalmente mais facilidade terá em controlar-se.
  55. Torne as suas aulas atrativas, estimulantes, com oportunidades para as crianças dialogarem, colocarem dúvidas e principalmente onde a aprendizagem seja sentida como algo prazeroso.

 

TALVEZ PRECISARÁ MODIFICAR:  

 

  • Materiais;
  • Métodos;
  • Ritmo;
  • Ambiente;
  • Tarefas;
  • Exigências de tarefas;
  • Notas;
  • Testes / Avaliação;
  • Feedback;
  • Reforço;
  • Entrada de ideias / Rendimento;
  • Nível de suporte;
  • Grau de participação;
  • Tempo distribuído;
  • Tamanho / Quantidade.  

 

O QUE NÃO FAZER: 

  • Nunca sente a criança na última fila ou ao pé de outros colegas irrequietos
  • Nunca humilhe, ridicularize ou menospreze o trabalho da criança. Faça críticas construtivas e não as compare com os colegas.
  • Nunca utilize castigos como não ir ao intervalo ou à aula de educação física: as crianças precisam de movimento e as hiperactivas ainda mais.
  • Nunca dê trabalhos extra (como cópias, tabuadas, etc.) para que ela se “habitue” a maiores tempos de concentração. Para isso utilize puzzles, passatempos, etc.
  • Nunca castigue exageradamente. Estas crianças reagem melhor aos elogios e ao reforço positivo (repreensões e criticas são o dia-a-dia delas! Surpreende-as!)

 

Motricidade fina

41869471505271285_fENfi2br_b42995371412733653_QQstFOb4_b72550243966936315_x4SGjruI_b83598136802665652_p2IiyHqq_b119767671310425200_an6g6m9z_b228417012322365238_BwGd1WBJ_b293930313149850841_iTs7JBkc_bfguikl+pjiok

O que é a motricidade fina? É a capacidade para executar movimentos finos com controlo e destreza. É uma das competências a ser desenvolvida desde cedo, possibilitando mais tarde bons resultados na escrita, matemática, artes plásticas, etc. Atividades como recortar, picotar, desenhar, exercícios de “unir os pontos”, escrever por cima do ponteado, etc. fomentam a motriciade fina. Sugerimos algumas atividades divertidas que pode fazer em casa para treinar esta competência (atenção que algumas usam objetos pequenos não apropriados para crianças antes dos 3 anos). Veja mais ideias no nosso album do pinterest:

 

Catarina Homem Costa

Vá a bem: reforço positivo

my-reward-chartimageExtstckrsmbsc8162843045365202_5jIJN0x8_b

Quantas vezes já disse frases do género: “já ralhei contigo tantas vezes e não mudas!” ou “todos os dias vais de castigo e continuas a fazer o mesmo?” Então porque não experimentar o reforço positivo, ou seja, dê mais importância e tempo aos comportamentos bons do que aos maus (o que não significa, claro, que não chame a atenção pelos maus, ou que os ignore…).  Simplesmente valorize mais quando a criança fizer um comportamento positivo. Tem duvidas que resulte? Imagine dois cenários no seu local de trabalho: no primeiro, o seu chefe está sempre a chamar a atenção por todas as falhas que comete, nunca acha o trabalho suficientemente bom, fica de mau humor  por um engano seu, mas sem sequer reparou que fez um trabalho extra que ficou excelente. Segundo cenário: o seu chefe elogia o facto de ter entregue o trabalho antes do tempo, agradece ter ficado mais uma hora a trabalhar no dia anteior, e dá-lhe um bónus pela sua pontualidade e assiduidade. Em qual das situações apetece-lhe mais fazer um bom trabalho ou levar trabalho extra para casa? Na segunda, claro! É assim com as crianças. Até porque todos sabemos que ás vezes o mau comportamento serve unicamente para chamar a atenção dos adultos. Porque não perceberem que o podem fazer de forma positiva?

Nas imagens acima vemos três exemplos de como o podemos fazer, mas pode imaginar outros que melhor se adequem à situação e à criança em questão (idade, gostos, motivação, tipo de recompensa, etc.) No promeiro exemplo temos um quadro de feltro, mas que pode perfeitamente ser uma folha branca de papel. O objectivo é: de cada vez que a criança fizer algo bom como ajudar nas tarefas domésticas, tratar dos animais, tomar banho sózinha, etc. recebe uma estrelinha ou outro simbolo qualquer acompanhado sempre de um grande elogio e um sorriso. Por exemplo: na casa do Joãozinho é sempre uma luta a horas dos trabalhos de casa e a mãe tem de ficar sempre ao lado dele. Um belo dia o Joãozinho faz sózinho uma cópia, durante 15 minutos. No entanto, a cópia tem a letra mal feita. A mãe do Joãozinho pode dizer algo como: “que bom! Já conseguiste fazer os trabalhos sózinho, sem a minha ajuda! Estás a ficar um homenzinho e estou orgulhosa! Para a próxima tentar ter também atenção à letra”. (cuidado, para não dar uma ideia paradoxal, tirando o brilho do elogio!). O Joãozinho ficará contente e no dia seguinte vai querer repetir a proeza. O mesmo acontece na sala de aulas quando a turma dá uma salva de palmas a um colega ou o professor faz um elogio À frente de toda a turma. Às vezes perguntam-nos: mas valos elogiar um comportamento bom quando ele já fez dez maus? Pois…. se perdeu trinta minutos com os maus e ignora o bom ele vai pensar: “de que serviu portar-me bem? O meu mau comportamento merece mais reconhecimento!”

Na segunda imagem temos os autocolantes que são uma forma engraçada de premiar a criança. pode colá-los no caderno, num álbum, na janela… As crianças irão sempre procurar ter mais, sabendo que para isso têm de dar algo em troca.

No segundo exemplo temos um frasco. De cada vez que “apanhar”  a sua criancinha a portar-se bem, coloque dentro algo como um berlinde e não se esqueça do elogio. Pode ainda combinar trocar um certo número de berlindes por uma recompensa, por exemplo: uma ida ao cinema equivale a 20 berlindes (atenção, estipule antes o número de berlindes necessários para cada prémio e cumpra, senão mais uma vez terá uma escalada de argumentos!)

Já reparou que nunca falámos em retirar estrelas, autocolantes ou berlindes quando a criança se porta mal? Pois… é que isso estragava a ideia do reforço positivo e acabava por ser uma troca constante de castigos e benefícios, que normalmente acaba com todas as partes amuadas e fartas de tanto argumentar. Já viu se todos os meses tinha de argumentar com o seu chefe o valor do seu ordenado, pesando aspectos positivos e negativos? Que canseira! Portou-se mal: não há prémio! E basta!

Catarina Homem Costa

%d bloggers like this: